Ter AutoEstima

22 de fevereiro de 2010 por: Léia



A maneira como nos vemos e como nos sentimos a respeito de nós mesmos é algo que afeta diretamente todos os aspectos da nossa experiência. A forma como reagimos aos acontecimentos do dia a dia é determinada por quem acreditamos que somos. Nossas atitudes e a maneira como agimos em nossos relacionamentos, em nosso ambiente de trabalho, em nossas casas são diretamente influenciadas pela forma como nos vemos.

E qual é a origem da nossa identidade? Sim, porque a nossa identidade é formada exatamente pelo que acreditamos que somos. A nossa identidade é formada pelo nosso senso de certeza sobre quem somos. E o nosso senso de certeza sobre quem somos cria as fronteiras e limites dentro dos quais vivemos. Este é o motivo que faz com que nos sintamos capazes ou não de atingir determinados objetivos ou de agir diante de determinados fatos.

O quanto respeitamos a nós mesmos e o quanto temos de autoconfiança é que vão determinar o nível da nossa autoestima. Se eu penso que não tenho capacidade para enfrentar os desafios que se apresentam, como você acha que será o reflexo disso na minha vida?mereço ser feliz, de que forma isso vai refletir nas minhas conquistas e realizações?

Se eu sinto que não

E se eu não me respeito? E seu sinto que sou fraca?

Esses conceitos foram sendo construídos desde a nossa infância e reforçados ao longo dos anos.

Recebemos muitas informações negativas de pessoas que eram referências para nós, nossos pais, nossos professores, amigos e irmãos mais velhos. A criança é muito indefesa, dentro do seu universo ela recebe informações que assimila e aceita sem questionamentos.

 

Quando a nossa autoestima está baixa nos sentimos inadequados à vida. É um sentimento estranho, como se fossemos pessoas fora do contexto. Nos sentimos inseguros, temos dúvidas, medo, insatisfação. Na verdade sentimos que não “fazemos parte”, que não somos bons o suficiente.real valor, do valor que realmente temos e não do valor que as pessoas acham que temos ou que nós aprendemos a acreditar que temos

Entretanto, a autoestima pode ser desenvolvida, esta é uma capacidade inerente ao ser humano. De fato todos deveríamos nos sentir adequados à vida, deveríamos ser autoconfiantes e usufruir do nosso direito de ser feliz.

Desenvolver  a percepção do nosso

Quando não enxergamos o nosso real valor, tendemos a nos julgar com um rigor muito forte, deixamos de nos amar e de ter uma certa dose de compaixão por nós mesmos, veja que compaixão não é pena de si mesmo.

Esquecemos que somos únicos e começamos a nos comparar. Desta forma somos desonestos e irresponsáveis conosco. Muitas vezes sabemos que fizemos o melhor possível, mas isso não é o bastante e tendemos a nos maltratar, reforçando a baixa da autoestima. Quando nos alienamos de um autoconceito positivo, acentuando o que achamos que são nossos defeitos podemos chegar até a depressão.

Não precisamos fantasiar, basta que olhar com honestidade e reconhecer os pontos positivos que trazemos conosco.

Quando desenvolvemos a autoestima nos sentimos merecedores da felicidade, nos sentimos capazes de enfrentar os desafios da vida e expandimos a nossa capacidade de ser feliz. Nos sentimos mais autoconfiantes, enfrentamos com dignidade as adversidades que se apresentam, aumentamos a nossa capacidade de sermos bem sucedidos em nossos empreendimentos. Cultivamos relacionamentos mais saudáveis, tendemos a tratar os outros e a nós mesmos com mais respeito e mais amor.

Se queremos ter uma autoestima elevada, existe uma coisa muito importante que temos que entender:  ninguém pode nos dar autoconfiança e amor-próprio. Esta é uma coisa que teremos que fazer por nós mesmos. Não adianta esperar pelos outros ou culpar aos outros, a responsabilidade é nossa e depende de nós.

Quantas vezes sabemos que fizemos um bom trabalho, temos consciência de que somos admirados e mesmo assim nos vemos como alguém sem valor?

Quantas vezes sabemos que somos amados, que estamos cercados por pessoas dispostas a nos ajudar e nos sentimos sozinhos?

É por isso que não depende dos outros, é por isso que não adianta buscar “fora”, porque está dentro de nós.

Buscar pela autoestima fora de nós pode ser considerado um fracasso certo. Ficar aguardando que algo aconteça é irracional. Pensar que quando nos formamos, quando formos promovidos, quando nos apaixonarmos, quando comprarmos um carro melhor, quando recebermos um prêmio de reconhecimentos, quando… aí sim, nos sentiremos melhores, seremos mais autoconfiantes, nossa autoestima vai aumentar, isso definitivamente, não faz sentido.

Pense em todas as suas conquistas, em todos os reconhecimentos que ja teve, em todo amor que já recebeu e veja se estes acontecimentos aumentaram a sua autoestima. É claro que temporariamente eles proporcionaram satisfação mas, isso não é autoestima.

A autoestima é uma conquista interior, segura. É uma conquista num nível consciente. Uma autoestima positiva não vive de comparações ou de competição, você sabe que é capaz e pronto. Você sabe que é único e pronto. Você sabe que pode e pronto.

E esse conhecimento não é arrogância porque ser arrogante é sinônimo de ter medo, muito diferente de sentir-se seguro, de ser autoconfiante.

A verdadeira autoestima não é formada por nenhum sentimento de superioridade, antes, pelo reconhecimento da capacidade que temos e que os outros também tem.

A autoestima traz paz, serenidade, equilíbrio. Ela nos leva ao respeito próprio e pelo outro, ela nos faz sentir adequados à vida.

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