Indecisão
Recebi o email de uma amiga querida, falando ques está vivendo um momento de indecisão. Isso me trouxe a mente algumas lembranças, como um texto que eu recebi como autoria do Dr. Dráuzio Varella que diz:
“A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.”
Lembrei também de uma metáfora que ouvi há uns 20 dias atrás, através do Mestre em Reiki João Carlos Mello da ONG Reiki com você. A metáfora da encruzilhada. O dicionário Michaelis diz que encruzilhada é: “Lugar onde dois ou mais caminhos se cruzam”. Quando estamos indecisos, nos sentimos numa encruzilhada e esta metáfora diz o seguinte:
Estar numa encruzilhada é uma forma de sinalização da vida, nos apontando que é momento de Descanso, Nutrição e Celebração. Momento de tirar um pouco do peso das costas para que possamos refletir sobre nossos passos. Momento de nos nutrirmos com muito amor e conhecimento. Momento de celebrar a vida e tudo de bom que ela nos dá, com muita gratidão. Diz a metáfora, que se preocedermos assim com desprendimento, amor e gratidão, num determinado momento um dos caminhos desta encruzilhada vai se iluminar e saberemos por onde seguir.
Muito bem, quando entendemos que enquanto não decidimos já estamos tomando a decisão de não decidir, talvez a melhor coisa a ser feita é: manter a consciência no momento. Entender que eu tomei a decisão de não decidir naquele momento e isto já me tira da indecisão. Isso me coloca no estado de Descanso a que a metáfora se refere, nada como um pouco de Paz para ajudar a ver melhor a situação. Isso aconteceu comigo uma vez e a indecisão estava me consumindo, quando eu resolvi descasar, avisei a todos que vinham falar comigo que eu estava dando um tempo pra mim e que não resolveria nada naquele momento.
Quanto a nutrição, isto envolve uma conscientização dos nossos sentimentos, uma percepção do Eu. É um momento em que devemos nos amar, respeitar nossas limitações, buscar leituras e músicas que nos falam à alma, manter uma conexão direta com o Pai (através da oração, da meditação, do contato com a natureza).
Bem, a Celebração é algo fantástico, porque se a indecisão está nos consumindo então estamos sem condição de ver as boas coisas ao nosso redor. Não quero dizer que não saibamos que temos coisas boas, quero dizer que não as estamos sentindo. Celebrar os amores que nos cercam, o dia que amanhece, o céu, o alimento, a dádiva da visão e dos outros sentidos, a água que nos chega pela torneira, a cama que nos deitamos e tudo mais. Quando reservamos alguns momentos para celebrar a vida com o coração, algo começa a se iluminar e tenho a impressão que esse algo é uma das estradas dessa encruzilhada.

Sim, há momentos em que não tem outro jeito, as decisões tem que ser rápidas, entretanto se a decisão tem que ser rápida então, não há período de indecisão. A casa está pegando fogo e vou apagar o fogo, não ficarei parada vendo o fogo consumir a casa. Mesmo assim, tente ouvir um pouco a voz do coração. E não vamos usar desculpas do tipo: Eu quero decidir para parar de sofrer. Porque no momento em que resolvemos “de verdade” Descansar, estamos dando uma pausa neste sofrimento. Lembra do que diz o início da metáfora? A vida está nos sinalizando, dizendo que momento de Descanso, Nutrição e Celebração. Experimentar é sempre gratuito!
Penso que o descanso, a nutrição e a celebração podem nos conduzir a um estado de amor muito profundo e assim podemos ver tudo de forma clara como a luz, como diz Lady Foppa em Decisão:
“Não quero mais enigmas
que devoram minhas expectativas
Nem a face enrugada da tristeza
refletida no meu espelho.
Quero recriar a canção da minha vida
em notas de alegria
E resgatar o projeto original
da menina que era
feliz [...]“
Reconhecer o imenso potencial que existe em nós requer uma visão clara do momento, um despertar da força interior, uma percepção do quanto somos forte e capazes de enfrentar as circunstâncias e assim nos colocarmos de frente às situações, tendo posse de todos os nossos recursos. Quando, mesmo sem perceber, deixamos nossa energia a cargo de uma situação, somos drenados por ela. Precisamos retomar a posse do nosso poder de ação. Enquanto isso não acontecer, sentiremos uma “necessidade” imensa de fazer alguma coisa porém, ficaremos rodando indefinidamente, nos consumindo e sem saber o que fazer.
Nada de nos deixar abater, nada de deixar de ver nossa beleza e força interior, nada de desistir é momento de reagir e muitas vezes esse reagir significa dar um tempo pra gente mesmo. Muitas vezes esse reagir significa que é momento da gente se apaixonar pela vida e por nós mesmos.
* Léia Óla, Palestrante na área de Auto Realização e Potencial e Coach. Escritora, autora do livro Liberdade de Escolha, Poder de Resposta, ed. Scortecci.
http://www.leiaola.com/ leiaola@leiaola.com Você pode publicar este artigo em seu site, blog, comunidade ou e-mail, mas lembre sempre de colocar os dados da autora e o link ativo (www.leiaola.com).


todas essas palavras me ajudaram muito,
obrigada !!!
Olá Carol,
Fico imensamente feliz em ter ajudado, este é um dos principais objetivos.
Obrigada pela visita.
Um abraço,
Léia.