Será mesmo auto estima?
Pois é, muito se tem falado de auto estima hoje em dia. A raiz da auto estima se encontra no auto amor e tem muita gente por aí que acha que se ama, mas se maltrata o tempo inteiro. Entender esta diferença faz toda a diferença.
Por exemplo, se estou magrinha e linda mas, me alimento mal para ficar assim, não tenho auto estima o que eu tenho é uma má compreensão sobre um aspecto qualquer da minha vida. Não estou julgando e nem criticando, estou apenas alertando para as diferenças. Se eu me alimento mal, estou me maltratando e ninguém maltrata a quem ama. Será que já paramos para pensar sobre isso? Desta forma, não teremos auto estima nunca.
Veja bem, o cara é lindo, o cara é sarado só que o cara passa fome e se enche de remédios para manter forma. Onde está a auto estima?
Quando encaramos de frente este tipo de situação, começamos de verdade a ter auto estima. Quando olhamos para nós mesmos com coragem e honestidade e começamos a nos cuidar com amor, estamos vivenciando o estado de auto amor.
E sabe o que ainda acontece? É preciso uma grande coragem pra admitir que as coisas acontecem desse jeito. É muito difícil de reconhecer que não estamos nos amando como deveríamos, muitas vezes é até doloroso. Só que enquanto não formos capazes de admitir, de olhar cara a cara, não teremos condições de evoluir na questão. Ficaremos fazendo testes de auto-estima, buscando dicas para melhorar, mas não resolveremos o fato. Não que os teste ou a dicas sejam algo ruim, na verdade significa que estamos incomodados, é como um sinal de alerta que nos aponta o caminho a seguir.

Auto estima vem de dentro, de dentro de nós e isso se reflete no exterior de uma forma absolutamente natural, sem expectativas, sem frustrações, sem imposições. Somos simplesmente belos e transmitimos isso através da nossa energia interior.
Podemos iniciar nossa jornada com menos cobranças, menos exigências, menos rigor conosco e com todos que nos cercam. Se partimos do princípio de que ninguém é perfeito, já dá pra relaxar um pouquinho. Não se trata de “tapar o sol com a peneira”, não é uma questão se pessimismo ou otimismo, é uma questão real. Temos mania de dificultar demais a vida (fazer muito barulho), de transformar o simples numa complexidade louca e depois nos camuflamos com pós, remédios e máscaras para poder conseguir olhar de frente o espelho sem nos assustarmos com quem somos.
O princípio não se encontra em quem somos, mas em como nos vemos, em como nos tratamos, em como nos escondemos de nós mesmos. Olhe-se de frente, dentro dos seus olhos e admita para si mesmo que talvez haja momentos em que você sente uma raiva danada do mundo, admita que você tem medo MAS, admita também que você é um grande guerreiro (senão não estaria aqui), admita que já aprendeu um bocado com a vida, admita que construi muitas coisas, admita que fez a diferença na vida de outras pessoas e acima de tudo admita que tudo isso é belo.
Comece então a perceber o que é auto estima, ela surge através dessa beleza. Vivencie este estado, sinta-o da forma mais profunda que conseguir e deixe-o fluir. Não tenha medo, apenas deixe-o fluir.
E então, se arrume, se exercite, se cuide o máximo que puder mas, por favor, não FIQUE lindo, apenas SEJA lindo. Porque no fundo você já é lindo e você já é linda, descubra-se!
* Léia Óla, Palestrante na área de Auto Realização e Potencial e Coach. Escritora, autora do livro Liberdade de Escolha, Poder de Resposta, ed. Scortecci.
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