Ter auto estima é tratar-se bem (por Léia Óla)

4 de maio de 2009 por: Léia



Estamos vivenciando um momento na história da humanidade, em que cada vez o número de pessoas que busca elevar a sua auto estima aumenta.

Uma das formas mais eficientes de sabotar nossa auto estima é nos tratar mal. E é impressionante como muitas vezes isso acontece sem que tenhamos percepção do fato, mesmo porque geralmente nos maltratamos em momentos de raiva, insatisfação ou frustração e nestes instantes geralmente, estamos com a percepção prejudicada porque nos colocamos num estado de identificação com as circunstâncias que geraram estes sentimentos confusos.

Uma simples parada, a análise da situação e a franqueza podem fazer com que comecemos a parar de nos maltratar.

Algo acontece e o diálogo interior se inicia: porque eu sou muito burro, porque eu deveria ter falado menos, porque eu deveria ter falado mais, eu sou mesmo incompretente, eu sou impulsivo demais, eu sou muito egoísta, eu não sou bom o bastante…

 

Sentimos que erramos quando estabelecemos um critério para o que consideramos que é certo. Se estabelecemos um critério é porque existe uma cobrança. Se existe uma cobrança então, existe tensão. Se existe tensão é porque há medo, medo de não atendermos às expectativas que nós mesmos estabelecemos junto com o critério, na busca pela aprovação. A busca pela aprovação intensifica a tensão e o medo e nesse momento criamos um sistema de realimentação. Com tudo isso, qual seria o tamanho da nossa chance de obter sucesso?

Você poderia me dizer: Mas, foi assim, me cobrando e criando critérios para mim que eu consegui alcançar sucesso em diversas empreitadas.

E eu responderia que foi APESAR DE e não PORQUE. e que se você conseguiu desta maneira, imagine do que seria capaz sem toda essa cobrança.

Bem, voltemos ao nosso tema central.

Estamos ali, tensos, com medo, tentando alcançar o critério estabelecido e “falhamos” (é apenas como estamos nos sentindo, não existe falha), e exatamente neste momento delicado em que precisamos de uma força, de um apoio, de alguém que tenha tolerância conosco e nos fale da mesma forma que costumamos fazer com os amigos quando circunstâncias semelhantes acontecem, neste mesmo momento é que começamos a nos maltratar.

O quanto será que isso ajuda? Será que agir assim não reforça o critério estabelecido anteriormente? Não será essa uma forma em potencial de acabarmos com a nossa auto estima?

Tratar-se bem vai muito além de uma roupa bonita e um corpo limpo. Tratar-se bem é ser tolerante consigo mesmo, principalmente nos momentos em que mais precisamos. Se for difícil adimitir o medo, se ficar difícil adimitir que há um critério, pelo menos recuse-se a maltratar-se.

Estar atento a momentos como estes e conseguir não ingressar no diálogo interior de crítica é um excelente começo para melhorar a sua auto estima.



Comentários

4 Comentários para “Ter auto estima é tratar-se bem (por Léia Óla)”
  1. Jrick disse:

    Pena que isso acontece quando é mais difícil da gente entender vou tentar praticar eu acho que vai valer obrigado

  2. santha disse:

    valews!!! me ajudou d+

  3. Joana disse:

    Oi!

    Adorei a mensagem, mandou muito bem!

  4. Lelé disse:

    @Jrick
    Pode acreditar que vale mesmo. Obrigada pelo comentário.
    Um abraço, Lelé.

    @Santha
    Que bom que pude ajudar. Volte sempre.
    Um abraço, Lelé.

    @Joana
    Muito obrigada, Joana. é bom ver você aqui de novo.
    Um grande abraço, Lelé.

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